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Amor (pela tradição) e sedução (do património) no Romance Palaciano entre Vila Verde e Monção!
Fevereiro 16, 2018

Há já muito tempo que Vila Verde e Monção se conhecem, mas, recentemente, descobriram que têm mais pontos em comum que o que o olhar desatento deixaria antever. Entre o amor ardente pela tradição e a inebriante sedução do património começou a desenhar-se enredo de um apaixonante Romance Palaciano. O sumptuoso Palácio da Brejoeira (em Monção) também já está a Namorar Portugal, numa aliança harmoniosa entre duas jóias do património cultural e edificado da região do Minho. Um cenário idílico que recebeu, ontem, 15 de fevereiro, a apresentação de dois novos produtos Namorar Portugal, o Chá de Tília Palácio da Brejoeira, cultivado no próprio palácio (resultado de uma parceria entre a empresa vilaverdense Serras Brandas e o Palácio da Brejoeira), e o Pão de Ló Água na Boca, da Pastelaria da Vila. O ex-líbris de Monção recebeu ainda a inauguração de uma mostra de produtos Namorar Portugal, em exposição de 15 a 28 de fevereiro.

A iniciativa foi abrilhantada pela atuação de música ao vivo protagonizada por uma professora da Academia de Música de Vila Verde e por uma encenação de época, com personagens trajadas a rigor. O evento, apadrinhado pelo Eurodeputado José Manuel Fernandes, foi ainda enriquecido com a presença de duas bordadeiras da Cooperativa Aliança Artesanal (entidade responsável pela salvaguarda dos Lenços Namorar Portugal) que estiveram a realizar ao vivo a antiga e delicada arte de bordar o amor e uma artesã a trabalhar no tear manual. O 'Romance Palaciano' contou ainda com a presença do presidente e da vereadora da Cultura do Município de Vila Verde, António Vilela e Júlia Fernandes, do presidente do Município de Monção, António Barbosa, e do administrador do Palácio da Brejoeira, Emílio Magalhães.

Uma tradição ancestral que transporta valores de paz, amor, amizade e solidariedade

O ‘padrinho’ da iniciativa começou por sublinhar que “é um prazer Namorar Portugal no Palácio e Quinta da Brejoeira, um local com um vinho único e produtos diferenciadores, baseados na nossa autenticidade e tradição”. O eurodeputado José Manuel Fernandes prosseguiu sublinhando o simbolismo associado ao evento, que acontece “em pleno Ano Europeu do Património Cultural”. “Aquilo que é único e que nos diferencia cria geralmente valor acrescentado. Os motivos dos Lenços impulsionaram o crescimento um empreendedorismo que permitiu entrelaçar tradição e modernidade. Tudo baseado numa tradição ancestral que transporta valores. Os mesmos valores de paz, amor, amizade e solidariedade que alicerçam a União Europeia e que devemos continuar a fortalecer”, referiu o eurodeputado, concluindo de forma categórica: “Sou minhoto, português e europeu. Nada disto é igual, mas também nada disto incompatível”.

Um pão de ló de fazer crescer água na boca

Após uma visita pelo deslumbrante ex-líbris de Monção e da cultura nacional, tempo para aquecer a alma e aconchegar o estômago com um saboroso Chá das Serras Brandas e um pão de ló de fazer crescer água na boca. Depois das ‘Broinhas do Amor’ e os ‘Doces Desejos’, os sentimentos e afetos dos Lenços Namorar Portugal serviram de inspiração para a criação de mais uma deliciosa proposta de pastelaria da autoria da Pastelaria da Vila, de Vila Verde. O nome não deixa margem para dúvidas. O Pão de Ló Água na Boca promete fazer as delícias dos amantes da doçaria e não só, já que a conjugação de diferentes sabores é um dos grandes atrativos desta iguaria. “Temos uma massa mais salgada a envolver o bolo. O interior é composto por uma massa mais fofa e mais doce, queijo fresco e morango. No topo, leva duas pétalas de rosa comestíveis, para aumentar a simbologia do amor”, afirmou o responsável pela Pastelaria da Vila, Armando Sousa.

“Um produto capaz de ‘acasalar’ com o prestígio deste património”

Para ‘empurrar’ o pão de ló e afastar o frio de uma cinzenta e chuvosa tarde de inverno, nada melhor que um quente e saboroso Chá das Serras Brandas. Natural do concelho de Monção, o empresário vilaverdense Filipe Temporão cortejou uma parceria com o Palácio da Brejoeira, que rapidamente se transformou em namoro, tal a afinidade entre as partes. O resultado não se fez esperar. Uma infusão única, que desperta os sentidos tanto pelo sabor, como pela arte incorporada nas próprias embalagens, pintadas com mestria pela talentosa artista pradense Fátima Mendes. As plantas utilizadas no Chá de Tília do Palácio da Brejoeira são colhidas da famosa Avenida de Tílias da Brejoeira, com 200 metros de comprimento e 48 plantas, avançou o administrador. Emílio Magalhães confidenciou ainda que, finalmente, pode revelar um segredo palaciano, que guardou consigo durante alguns anos. Um dos desejos da antiga proprietária, Maria Hermínia Paes, seria criar um chá a partir das tílias da emblemática avenida. “Tal como iniciou o projeto do Alvarinho, a antiga proprietária também gostaria que extraíssemos da avenida o suficiente para criar um chá que fortalecesse o bom nome do palácio. Guardei sempre este segredo até aparecer um desafio à altura, que aceitamos de coração e braços abertos. Após a uma demonstração de qualidade, ao nível de todos os produtos do palácio, recebemos este produto capaz de ‘acasalar’ com o prestígio deste património”, frisou Emílio Magalhães.

“Valorizar a nossa história e com ela criar uma ponte para o progresso e o futuro, uma alavanca de crescimento e desenvolvimento”

Presente na sessão, o presidente do Município de Vila Verde agradeceu a postura acolhedora e a hospitalidade calorosa dos monçanenses, com a arte de bem receber tão característica das gentes minhotas. António Vilela prosseguiu frisando que o Palácio da Brejoeira é uma referência nacional, “um património ao qual não podemos ficar indiferentes e em torno do qual devemos desenvolver as nossas terras”. O edil referiu também que a Monção se associa agora a uma marca que começou em Vila Verde, mas que pela amplitude e crescimento já é uma marca nacional, com produtos à venda em todo o país e nos cinco continentes. “Tudo isto só é possível graças à visão, à criatividade e capacidade de inovação de uma rede de parceiros que conta já com 67 produtores e milhares de produtos no mercado”, referiu.

António vilela sublinhou que os vários municípios por todos o país (Monção, Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Guimarães, Amares…) têm recebido a marca Namorar Portugal com amizade, sem um ponto e vista concorrencial, porque, apesar de defenderem as suas terras, os autarcas percebem que ao agregarmos forças podemos crescer em conjunto de forma sólida e consistente. “O cenário aqui apresentado fez-nos recuar e viver outros tempos. É importante valorizar o património material e imaterial que nos foi legado pelos antepassados, valorizar a nossa história e com ela criar uma ponte para o progresso e o futuro, uma alavanca de crescimento e desenvolvimento. Os produtos que apresentámos são feitos com muito amor. O amor que dedicamos à nossa terra, às nossas gentes e à valorização da nossa cultura”, concluiu o presidente do Município de Vila Verde.

“Deve-se olhar para este bom exemplo”

Por sua vez, o presidente do Município de Monção sublinhou que inicialmente este projeto parecia um desafio inalcançável, mas que foi possível graças a uma convergência de forças e vontades entre os envolvidos. Na mesma toada, António Barbosa lançou o repto aos empresários monçanenses para que aproveitem e valorizem este “património histórico inestimável, grande referência de Monção”. O autarca aproveitou também para vincar que vê com muito bons olhos esta união de esforços e saberes. “Agora enquanto autarca, mas também enquanto munícipe, defendo que isoladamente nossos territórios, infelizmente cada vez mais desertificados, não teremos futuro. Teremos futuro se tivermos a capacidade de estarmos abertos a ações como a que decorre hoje. Sem qualquer tipo de anticorpo a um projeto que é de Vila Verde. Muito pelo contrário. Estamos abertos a estes e outros projetos”, referiu.

“Não querendo copiar o que se faz em Vila Verde, deve-se olhar para este bom exemplo e perceber que temos um grande conjunto de mais-valias no nosso território, que devem ser dinamizadas. Representam oportunidades que devem ser aproveitadas. Estamos totalmente abertos a parcerias”, afirmou António Barbosa, acrescentando que está sempre “de portas abertas para a marca Namorar Portugal e desejo as maiores felicidades ao projeto”.